Tela de Lucy Orquiza
O palhaço brinca,
brinca sem parar,
ele só deseja
divertir a criançada
e ouvir muitas gargalhadas.
Mas se ele não ouvir
lindos risos no salão
ele acha que foi ruim
a sua apresentação.
Ele fica triste, muito triste
e muito desiludido
e pergunta sem cessar:
O que terá acontecido?...
Poema de Isabel Furini
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
O Coelhinho (poema de Isabel Furini)
O coelhinho é muito guloso,
para ele até o capim é saboroso.
O coelhinho quer ser cozinheiro
e já conseguiu um lindo chapéu.
Ele brinca fazendo saladas de frutas
com morangos, maçãs e uvas.
Poema de Isabel Furini - Contato: isabelfurini@hotmail.com
para ele até o capim é saboroso.
O coelhinho quer ser cozinheiro
e já conseguiu um lindo chapéu.
Ele brinca fazendo saladas de frutas
com morangos, maçãs e uvas.
Poema de Isabel Furini - Contato: isabelfurini@hotmail.com
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Minha Tartaruga
MINHA TARTARUGA
(Poema inspirado em Manuelo, bichinho de estimação de Alexandra).
Esta tartaruga
é uma andarilha.
Caminha e caminha
sob o forte Sol
e não usa sombrinha.
Ela sempre leva
pra passear
a sua linda casa,
daqui pra lá,
de lá pra cá.
Minha tartaruga
é uma andarilha,
uma aventureira
que come folhinhas
e mora no quintal.
Na Biblioteca
li o livro de quelônios,
e logo percebi,
eu não sou dono de uma tartaruga,
mas de um jabuti.
Isabel Furini é autora da coleção "Corujinha e os filósofos" da editora Bolsa Nacional do Livro. e-mail: isabelfurini@hotmail.com
(Poema inspirado em Manuelo, bichinho de estimação de Alexandra).
Esta tartaruga
é uma andarilha.
Caminha e caminha
sob o forte Sol
e não usa sombrinha.
Ela sempre leva
pra passear
a sua linda casa,
daqui pra lá,
de lá pra cá.
Minha tartaruga
é uma andarilha,
uma aventureira
que come folhinhas
e mora no quintal.
Na Biblioteca
li o livro de quelônios,
e logo percebi,
eu não sou dono de uma tartaruga,
mas de um jabuti.
Isabel Furini é autora da coleção "Corujinha e os filósofos" da editora Bolsa Nacional do Livro. e-mail: isabelfurini@hotmail.com
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
O Livro mágico de Joãozinho (conto)
Conto de Isabel Furini
Recomendável: A partir de 6 anos.
Tudo aconteceu no mês de outubro, quando Joãozinho recebeu um livro de presente. Era um livro encantador. Uma aventura incrível. O livro era tão, mas tão bom, que Joãozinho não conseguiu sair dele. Conseguiu fechar o livro, sim, mas permaneceu preso nas páginas. Nos dias seguintes sentiu-se estranho. Enquanto uma parte dele ia para a escola, brincava com os amigos, jogava futebol, a outra parte... estava no livro. Só pensava nas aventuras, só queria conhecer a terra das bruxas das vassouras vermelhas, enfim, era muito estranho mesmo.
Para entender o segredo, Joãozinho decidiu que era o momento de uma releitura. Na tarde de sábado abriu o livro e novamente ficou encantado. Perdeu-se no caminho das bruxas, e de repente, escutou o chamado de sua mãe. Tentou ir, mas não conseguiu sair do livro.
Hahaha! A bruxa de cabelo roxo, montada numa vassoura de palha vermelha, riu. Agora você é meu! Hahaha! Joãozinho escutou a porta abrir. Mamãe, mamãe – gritou. Sua mãe olhou, só viu o livro sobre a cama, fechou a porta e continuou chamando o filho.
A bruxa Ernestina perseguiu Joãozinho por tantos lugares! O menino se escondeu em um guarda-chuva, e a bruxa bateu apontou com sua varinha. Plimmm plummm, o guarda-chuva quebrou. O menino correu e se escondeu num armário, mas a bruxa encostou sua varinha e, ploct, ploct, as portas do armário se abriram. O menino ficou prisioneiro nesse mundo paralelo. Ele só queria voltar para casa, mas a bruxa não o deixava. Pobre do menino! Tinha que varrer o chão, lavar as xícaras de chá, os pratos e os cinzeiros, porque a bruxa fumava até três cigarros ao mesmo tempo. Colocava um cigarro no canto direito da boca, outro no lado esquerdo e outro ainda no centro da boca. Jogava toda a cinza no chão! Joãozinho era obrigado a limpar o tapete da sala. Nesse lugar não havia onde brincar, não! Nem havia com quem brincar. A bruxa morava sozinha. Bom, morava com um corvo, mas esse bicho não era muito simpático.
Esse corvo não gosta de mim – pensava Joãozinho.
Até que um dia a bruxa solicitou, iriam até a cidade para comprar mantimentos. Joãozinho ficou no assento de trás do carro pensando, pensando. Quando chegaram ao mercado, enquanto a bruxa comprava repolhos, Joãozinho fugiu e foi até a prateleira de livros que estava bem ao lado das estantes de cadernos. Abriu um livro e fugiu para uma história muito simpática de uma vovó que molhava as plantas, então um vento forte sacudiu o livro... Nesse vento Joãozinho viu a bruxa. Ela levantou a sua varinha, falou algumas palavras mágicas e o menino voltou para a floresta.
Ele tinha que trabalhar no casarão velho e úmido e, como castigo, era fechado no sótão toda noite. Ele escutava a chave. A bruxa Ernestina girava duas vezes na fechadura. Joãozinho tinha medo e não conseguia nem dormir direito. Quando ele olhava para fora da pequena janela só via o bosque. Uma vez viu o corvo espiando-o. Joãozinho começou a chorar. O corvo se aproximou da janela e bateu com as asas. Joãozinho, esfregando os olhos, foi até a janela e abriu.
– Tadinho! Você deveria estar brincando, não trabalhando... Não tem idade para trabalhar ainda – disse o Corvo.
Joãozinho sorriu, por fim podia falar com alguém, ainda que fosse um bicho.
– Eu brincava muito quando vivia na minha casa, lá num bairro da cidade de São Paulo.
– A bruxa foi até lá e te sequestrou?
– Sequestrar?
– Sim, te trouxe à força, você não queria e ela te obrigou...
– Não, não. Na realidade foi um livro que me sequestrou.
– Um livro?
Joãozinho contou o acontecido para o corvo e o bicho, muito esperto, disse que havia uma solução e murmurou algo no ouvido do garoto.
Uma semana depois quando novamente foram ao único mercado do povoado onde vendiam de tudo, de lápis a tapetes, de repolhos a lâmpadas, muitos e muitos produtos, Joãozinho esperou a oportunidade em que a bruxa estava escolhendo cuidadosamente os repolhos, porque gostava muito de repolhos, e queria-os bem verdes, com folhas grandes, e então ele correu até a estante onde dizia "Papelaria", pegou um lápis, abriu um caderno e escreveu: "Quero voltar para minha casa".
Quando abriu os olhos, estava na sua casa.
– Oba! – gritou.
Escutou a sua mãe chamar: Joãozinho, Joãozinho, onde você esteve a tarde toda? Joãozinho entendeu que a dimensão dos livros é diferente do tempo humano. Uma hora para uma criança é tempo suficiente para tomar banho e tomar o café da manhã antes de ir à escola. Já no mundo mágico dos contos, uma hora de leitura pode levar uma criança para o mundo das bruxas, das fadas, dos bichos e outros.
– Desça para tomar um lanche e depois tem que fazer as tarefas. Traga o seu caderno.
Joãozinho pegou o seu caderno novo, que sua mãe havia comprado na papelaria da esquina para as aulas de português na semana anterior, e sorriu.
Sim, o caderno estava em branco. Só dependia do menino escrever coisas belas ou ruins, dependia domenino fazer bons trabalhos. Lembrou-se da vovó, ela sempre dizia que um caderno é como a vida, você tem chances de fazer coisas boas.
Joãozinho levantou-se, foi até a porta, passou pelo corredor e chegou à sala. Lá abriu o caderno e viu uma frase que a professora havia escrito no quadro e ele mesmo havia copiado no caderno: Redação "Quero voltar para minha casa".
Isabel Furini é escritora, poeta e palestrante, autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da editora Bolsa Nacional do livro, Curitiba, e de "Joana, a Coruja Filósofa" da editora Sophos de Florianópolis.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
domingo, 21 de outubro de 2012
Como ensinar poesia na escola?
Poesia! Ela está voltando com força renovada. Poesia é sinônimo de emoção estética. É a força da palavra usada para mexer com o emocional humano.
Ela nos leva pelo mundo mágico da imaginação, dos jogos linguísticos, das ideias escritas com rima, com ritmo.
A poesia não é somente fruto do significado, mas também do significante.
E as figuras de estilo são importantíssimas para criar um texto interessante. Um texto que capture o leitor. Atualmente, as figuras de estilo são assunto de estudo em cursos de redação publicitária, de propaganda e de marketing. As figuras de estilo aumentam a expressividade, a emoção do texto. E todos os poetas queremos escrever e ouvir textos que entusiasmem, com palavras que energizem as ideias.
Geralmente, consideramos três tipos de poemas: lírico, dramático e épico. O lírico possui ritmo e musicalidade e está relacionado à música. É devemos lembrar que as crianças gostam de música, de canto, de declamar poemas, de brincar com palavras e escrever poemas.
Por isso, as aulas de poesia para crianças devem ser lúdicas. Confesso que pensei muito nesse assunto ao escrever o livro "O grande poeta – figuras de estilo e poemas divertidos", publicado pela Matrix editora - http://www.matrixeditora.com.br/
O livro "O grande poeta" da Matrix editora é um livro que diverte enquanto ensina como escrever poemas. As crianças vão aprendendo as figuras de estilo enquanto brincam com as palavras. Crianças gostam do jogo linguístico. O aprendizado não pode ser rígido nem cansativo. Os alunos necessitam divertir-se, brincar com palavras e ideias. Podemos dizer que as crianças gostam de poetizar.
Na realidade não ensinamos a escrever poesia, só orientamos. Cada criança terá uma reação diferente. O educador deve respeitar essas diferenças.
É necessário fazer ênfase nos efeitos de sonoridade, de imagens, de movimento. A finalidade das aulas de poesia para crianças é despertar o espírito poético. Estimular o gosto pela poesia. Não podemos esperar que todos sejam poetas, mas que apreciem ler poemas, declamar, escrever.
A poesia para crianças pode começar com "jogo de palavras". O educador coloca uma lista de palavras que rimem e solicita que os alunos criem poemas com essas palavras.
Outros estímulos também podem servir para criar poemas. Por exemplo: falar sobre a metáfora e solicitar aos alunos que escrevam metáforas. Depois elaborar o poema baseando-se em alguma metáfora. É preciso dar liberdade.
Alguns alunos farão poemas de pequenos de dois versos (dísticos) enquanto outros escreverão poemas longos. O professor deve estimular a produção poética e entender que alguns alunos terão mais capacidade criativa. O trabalho não é julgar os poemas, mas estimular a criação poética.
O livro "O grande poeta" que publiquei pela Matrix editora é um guia para que os pequenos possam entender essa arte maravilhosa, que é a arte poética.
Isabel Furini é escritora e poeta premiada. Contato: isabelfurini@hotmail.com
domingo, 2 de setembro de 2012
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